O que disseram

Paulo Moura faz parecer provável o impossível: arriscar a vida para, como Prometeu, salvar os factos. As democracias são tão mais fortes quanto a Informação que têm. Haja Jornalistas com esta coragem para a arrebatarem às trevas. Pedro Abrunhosa

Aqui está um livro em que deparamos com a história dos inocentes, talvez dos ingénuos, que não compreenderam a História, mas que a viveram, de forma dura, cruel. É este real que este livro traz até bem perto de nós, de uma forma impressiva. Tão impressiva que nos desinquieta. Felisbela Lopes

Com uma grande intensidade de linguagem, nunca fica na secura, nem abdica do rigor. É jornalismo mas também literatura.  Francisco Sena Santos

Nos anos 90, Paulo Moura pôs a minha geração a ler as suas reportagens de guerra com a mesma febre com que seguíamos as tiras de calvin&hobbes. Ele tinha uma capacidade, por mais desesperado que fosse o contexto, de encontrar pormenores delirantes, surreais. Era incrível como diariamente, em pleno teatro de guerra, conseguia escrever tão soberbamente, tão serenamente bem. Rui Catalão

Um olhar humanista, incapaz de ver só o caos e o abjeto, que procura o outro lado, o que se revela luminoso mesmo no meio da guerra. Miguel Real

Reparei nele há bem 12 anos, e desde então não o largo. Cedo descobri também que ele é, sem mais, um magnífico prosador. Uma fusão explosiva, essa que combina o horroroso dos cenários com o garbo do idioma. Nas suas 620 páginas, percorremos um Planeta desvairado que, de vez em quando, nos apeteceria destruir por próprias mãos. Mas, ai de nós: outro não temos. Fernando Venâncio

 

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