O que disseram

Depois do Fim ultrapassa em muito o seu valor testemunhal, os textos nele incluídos são literatura no sentido do poder poético das palavras, da escrita, do olhar tão singular que Paulo Moura tem sobre os “pequenos” acontecimentos, as tragédias e as comédias de que é feita a História; é literatura como é literatura a escrita de Svetlana Alexievich ou Ryszard Kapuscinski José Riço Direitinho
Como o Paulo conta o que conta é inconfundível e inspirou várias gerações de repórteres. Há no olhar dele uma perpétua juventude sem julgamento, uma disponibilidade para a comédia humana que vem de uma total, genuína curiosidade. Na mão dele, nada do que é humano nos é estranho. Alexandra Lucas Coelho
Ele não quer ser um repórter literário, no mau sentido da palavra. Não se faz à literatura. Mas a verdade é que todas as cenas a que ele assiste, seja o caos num hospital, seja o medo de um bombardeamento, seja uma praça de gente à espera de uma notícia, tudo isso tem o drama, e a capacidade de observação e de síntese do registo literário. É possível que Depois do Fim seja o livro de reportagens mais importante das últimas décadas. Pedro Mexia

Paulo Moura faz parecer provável o impossível: arriscar a vida para, como Prometeu, salvar os factos. As democracias são tão mais fortes quanto a Informação que têm. Haja Jornalistas com esta coragem para a arrebatarem às trevas. Pedro Abrunhosa

Aqui está um livro em que deparamos com a história dos inocentes, talvez dos ingénuos, que não compreenderam a História, mas que a viveram, de forma dura, cruel. É este real que este livro traz até bem perto de nós, de uma forma impressiva. Tão impressiva que nos desinquieta. Felisbela Lopes

Com uma grande intensidade de linguagem, nunca fica na secura, nem abdica do rigor. É jornalismo mas também literatura.  Francisco Sena Santos

Nos anos 90, Paulo Moura pôs a minha geração a ler as suas reportagens de guerra com a mesma febre com que seguíamos as tiras de calvin&hobbes. Ele tinha uma capacidade, por mais desesperado que fosse o contexto, de encontrar pormenores delirantes, surreais. Era incrível como diariamente, em pleno teatro de guerra, conseguia escrever tão soberbamente, tão serenamente bem. Rui Catalão

Um olhar humanista, incapaz de ver só o caos e o abjeto, que procura o outro lado, o que se revela luminoso mesmo no meio da guerra. Miguel Real

Reparei nele há bem 12 anos, e desde então não o largo. Cedo descobri também que ele é, sem mais, um magnífico prosador. Uma fusão explosiva, essa que combina o horroroso dos cenários com o garbo do idioma. Nas suas 620 páginas, percorremos um Planeta desvairado que, de vez em quando, nos apeteceria destruir por próprias mãos. Mas, ai de nós: outro não temos. Fernando Venâncio
Um repórter daqueles que sujam mesmo as mãos e os blocos de notas na poeira do terreno. Num registo entre o jornalismo e a literatura, Paulo Moura aproxima-nos dos lugares e das pessoas que em diversos territórios exercem a guerra ou procuram a salvação. Traz os pormenores de humanidade no seu pior e no seu melhor em áreas que a maior parte de nós não conseguiria alguma vez pisar. Nuno Costa Santos
Os seus excepcionais dotes como repórter e a qualidade da sua escrita são reconhecidos por todos os seus pares e por todos os seus leitores (os únicos reconhecimentos a que qualquer profissional sério aspira).  José Vitor Malheiros

 

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